sábado, 25 de julho de 2009

Cirurgia no meu queridinho!



Essa semana o Dadinho não vai esquecer! Na terça feira teve o ultrassom, pra tentar achar os testículos e na quinta ele foi castrado! Tadinho...Chegou em casa todo afetadinho pela anestesia, com a barriguinha e o saquinho costurados! Mas o doutor André cuidou muito bem dele e hj, dois dias depois já está praticamente normal. Ainda está tomando os remedinhos e fazendo os curativos necessários. Mas o que realmente deixou ele triste foi o fato do irmão e melhor amigo dele, o Maquiato não estar reconhecendo ele...Adaptação novamente! Mas ele é fofo e logo vai conquistar o espaço dele novamente!
Esse é o ultrassom dele!

Abaixo vou colocar uma reportagem sobre o probleminha dele!

DEFINIÇÃO

Criptorquidismo (do grego: testículo escondido) é uma alteração reprodutiva de machos, caracterizada pela ausência do deslocamento de um ou de ambos os testículos da cavidade abdominal para o escroto . Criptorquidismo unilateral é o termo correto para se definir a ausência de um único testículo no escroto e criptorquidismo bilateral refere-se à ausência de ambos. O testículo pode estar retido no tecido subcutâneo da área pré-escrotal, no abdome ou na área do anel inguinal .

ETIOLOGIA E PATOGENIA

Criptorquidismo é uma afecção causada por fatores genéticos mas tem componentes endócrinos e extrínsecos. Existe um envolvimento considerável de fatores genéticos em doenças relacionadas anomalias do cromossomo X, entre elas o aparecimento de criptorquidis-mo9. Outros defeitos congênitos parecem estar associados ao criptorqui-dismo incluindo hérnia inguinal, displasia coxofemoral, luxação de patela e defeitos do pênis e prepúcio. Por conceito, o criptorquidismo é uma doença hereditária autossômica, ligada ao sexo10. Portanto, embora somente os machos manifestem os sintomas, as fêmeas podem ser portadoras do gene responsável. Acredita-se que a doença seja poligênica1. A patogenia do criptorquidismo ainda não é bem esclarecida. Em humanos, condições como prematuridade, baixo peso e baixa estatura ao nascimento, gemelaridade e exposição da mãe a estrógenos durante o primeiro trimestre da gestação estão associados ao criptorquidismo9. Em cães também foram descritos como fatores predisponentes a apresentação posterior do feto no momento do parto, com comprometimento do suprimento sanguíneo dos testículos e retardo no fechamento umbilical, causando falha na capacidade do filhote em aumentar a pressão intra-abdominal e finalmente a persistência do ligamento suspensório cranial do testículo fetal.
Certas anomalias que levam à deficiência ou ausência total da produção de testosterona podem acarretar em falha na descida testicular. São incluidas nestas alterações do cromossomo sexual, indivíduos com insensibilidade a andrógenos e portadores da síndrome de persistência do ducto de Müller. Ainda, alterações da inserção do testículo ao gubernáculo testis poderá acarretar em ectopia testicular. Em medicina humana, existe a hipótese de que a secreção inadequada de hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), hormônio luteinizante (LH) ou testosterona é causadora de criptor-quidismo6. Em camundongos foi descrita uma deleção do gene que codifica um fator semelhante à insulina (Insl3) ou do seu receptor (Great/Lgr8) responsáveis pelo aparecimento de criptorquidismo bilateral . Porém em humanos e cães foram descritas apenas mutações silenciosas, sem o aparecimento do problema.

SINTOMAS
Existem vários sintomas associados ao criptorquidismo, variando de acordo com a idade e a localização do testículo, tais como: esterilidade, distúrbios de comportamento, aumento de sensibilidade local, dermatopatias, alterações neoplásicas dos testículos, entre outros13. Quando o criptorquidismo for bilateral o animal será estéril10. Entretanto, nos casos de criptorquidismo unilateral o testículo em posição escrotal terá espermatogênese normal8, sendo comum a oligospermia6. Ao se induzir cirurgicamente o criptorquidismo unilateral em cães, Kawakami e col. (1999) observaram que houve diminuição da concentração espermática total e aumento dos níveis séricos (veia espermática) de estrógeno, bem como diminuição da concentração plasmática de transferrina, testosterona e hormônio luteinizante (LH) . O aumento do estradiol sérico sugere que ocorre inibição das funções endócrinas e da espermatogênese do testículo contra lateral8. Os sintomas locais dolorosos são raros e intermitentes, mas podem ser traduzidos por dificuldades de micção ou por claudicação, principalmente se associados com neoplasia testicular. Apesar de incomum, a torção do cordão espermático do testículo abdominal provoca dor aguda, além de outras complicações10. As chances do testículo ectópico desenvolver tecido tumoral é 13,6 vezes maior do que o testículo normal6. Os tipos histológicos mais comuns de neoplasia no testículo retido são o sertolinoma (50%) seguidos de seminoma (33%), teratoma e cistos dermóides. O animal criptorquídico pode apresentar modificações de comportamento como: hipersexualidade, excitabilidade, irritabilidade e tendência à agressividade. Ainda, as neoplasias em testículos ectópicos podem acentuar sobremaneira esta alteração comportamental, além da diminuição da fertilidade, do alto risco de torção do cordão espermático e todas as complicações clínicas e cirúrgicas pela presença do tumor15.As dermatopatias são resultantes de insuficiência hormonal decorrente da degeneração testicular, normalmente encontradas no caso de sertolinomas.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser feito através de inspeção visual e palpação cuidadosa do escroto. Entretanto, a gordura escrotal em excesso e os linfonodos inguinais podem ser confundidos com testículo ectópico10. O testículo retido é menor em tamanho e peso (caso não haja neoplasia) em relação ao que está localizado no escroto.
O exame ultra-sonográfico pode ser de grande valia, pois permite identificar o testículo ectópico bem como alterações morfológicas do mesmo (Foto 3). É preciso ressaltar que a conduta expectante até o sexto mês de idade do animal é recomendada, antes de se estabelecer o diagnóstico definitivo.

TRATAMENTO

O tratamento para o criptorquidismo pode ser medicamentoso ou cirúrgico. A escolha da melhor conduta a ser realizada depende da idade do animal e da sintomatologia envolvida. Por ser uma afecção comprovadamente hereditária, o tratamento medicamentoso único corresponde a uma conduta questionável do ponto de vista ético. Porém, para cães jovens (até 16 semanas) que apresentam a ectopia testicular de difícil acesso cirúrgico, pode-se optar por tratamento medicamentoso inicialmente, no sentido de promover a descida testicular artificialmente para em um segundo momento proceder-se a terapia cirúrgica.

O tratamento medicamentoso pode ser realizado com o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) ou drogas que tenham ação semelhante ao hormônio luteinizante, como por exemplo, a gonadotrofina coriônica humana3,6. A terapia de escolha para o criptorquidismo é orquiectomia bilateral, por reduzir as chances do desenvolvimento de neoplasias testiculares e a possibilidade de transmissão genética do problema. Dentre as possibilidades de correção cirúrgica, podeserealizar a orquiopexia ou reposição do testículo ectópico, entretanto essas são condutas que não interrompem a descendência genética da afecção, desta forma não recomendável.

PROGNÓSTICO

O prognóstico para a vida do animal é excelente quando o tratamento é realizado de forma a evitar o comprometimento neoplásico do testículo ectópico. Em contrapartida, o prognóstico para a vida reprodutiva é ruim. CONCLUSÃO O criptorquidismo é uma afecção bastante comum na clínica de pequenos animais. Porém, o desafio maior em relação a este problema é o estabelecimento de formas de controle e propagação do defeito em famílias e populações de cães. O controle definitivo do criptorquidismo só é possível por meio de melhoramento e aconselhamento genético conscientes. Para este fim, conhecimento acerca das características do problema são fundamentais. Por exemplo, sabendo-se tratar de uma afecção hereditária, o tratamento cirúrgico definitivo é o de eleição. Ainda, por ser uma alteração autossômica, ligada ao sexo, a transmissão do defeito genético pode ocorrer tanto através do macho como da fêmea. Portanto, a matriz e o reprodutor dos quais o cruzamento resultou em filhotes criptorquídicos, devem ser afastados da reprodução10. Pesquisas que envolvam a identificação e o mapeamento deste problema genético nos cães devem ser estimuladas para que futuramente a utilização de técnicas de biologia molecular possam favorecer a localização do criptoquidismo na população e, portanto, auxiliar no sucesso do melhoramento genético da espécie.

One response to “Cirurgia no meu queridinho!”

Roberta disse...

Olá! Me interessei pelo seu post, pois ontem meu gatinho foi pra castração, mas após a anestesia, o veterinário percebeu que ele só tinha um dos testículos fora... falou em fazer a cirurgia mas eu fiquei com medo... ele só tem 5 meses ainda.. é um bebê. hehe mas vou observar seu comportamento e pretendo manda-lo para o procedimento cirúrgico daqui uns meses!

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