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Alergias e Atopia canina...o que fazer?

Resolvi postar sobre esse assunto porque pra mim foi uma luta até conseguir diagnosticar a Atopia no meu filhote (modo de falar, já que ele tem 5 anos...). Ele começou com uma coceira incontrolável , perdeu peso, teve falha nos pelos e alguns veterinários não conseguiam achar o problema! Foi tratado para sarna, pulga e outras coisas...Por fim consegui uma veterinária especialista em dermatologia e daí descobrimos o verdadeiro problema! Tratamento para a vida toda! Mas vale a pena persistir e procurar a causa da alergia, porque eles sofrem com a coceira!
Segue abaixo um artigo bem completo que encontrei sobre o problema pra ajudar quem precisar!
Todas as fotos usadas abaixo são do meu pequeno!



Picada de inseto
Algumas dermatites são mais comuns no verão, mas isso não significa que o pet está livre de sofrer de dermatites o ano inteiro. Por isso, é sempre bom estar de olho e ocasionalmente fazer uma inspeção na pele, nas patas, nos olhos e nas orelhas do seu bichinho, para se certificar de que está tudo bem. 

Médicos veterinários que costumam tratar apenas de cães e gatos relatam que a grande maioria dos problemas que levam os bichinhos ao consultório tem a ver com a pele dos animais. Há várias condições que causam problemas de pele em cães e gatos, mas o mais comum é, de longe, a alergia.

A dermatite atópica e outras dermatites

Os três tipos de dermatites alérgicas
Dermatite alérgica por picadas, alimentar e atópica.


alergia alimentar
A dermatite alérgica por alimentos também é bastante comum e provoca feridas na pele, que coçam bastante e são muito dolorosas. Geralmente o problema é causado devido a uma intolerância do animal a um certo tipo de proteína e uma mudança na dieta, com rações específicas ou comida caseira, aliada a um tratamento com medicamentos, costuma resolver o problema.Existem três tipos de dermatites alérgicas que causam grande desconforto e outros problemas nos cães e nos gatos. A mais comum é DAPP, sigla de Dermatite Alérgica por Picada de Pulgas associada a reação alérgica a saliva das pulgas. Fica ainda mais comum no verão por causa da maior ocorrência desses parasitos. Caso o pet seja picado por um carrapato estrela, ele além de desenvolver dermatites, coceiras e outros sinais bastante desagradáveis associados à picada. E ainda ele pode desenvolver doenças transmitidas pelo carrapato, que podem provocar até hemorragias sérias.

Já a dermatite atópica é causada por substâncias presentes no ambiente e, por isso, é tão difícil de ser resolvida. Ela pode ser causada por incontáveis fatores ligados ao ambiente em que o bichinho vive, desde o chão em que deita, até a poeira no carpete, ou até mesmo o perfume do dono. É praticamente impossível discernir qual é o causador da alergia e, por isso, ela pode até se tornar crônica, caso o fator responsável não seja eliminado. Produtos de limpeza, de beleza, materiais, tecidos, poeira, sujeira, tudo é um causador em potencial. 

Dermatite atópica

Hoje, saudável e com a alergia controlada
Entre as dermatites, é a mais difícil de tratar, pois é praticamente impossível isolar o causador.

É uma dermatite que acomete indivíduos com predisposição genética para o desenvolvimento de anticorpos (IgE) à alérgenos específicos. Sua fisiopatologia ainda não é bem definida, mas acredita-se que esta seja multifatorial, envolvendo distúrbios na função da barreira cutânea, defeitos na resposta imune antimicrobiana e hiper-reatividade do sistema imune contra os alérgenos.

Cães suscetíveis à dermatite atópica têm problemas na produção e no desenvolvimento dos anticorpos em resposta à exposição a alérgenos, que podem ser aspirados ou absorvidos por meio da pele.

Esse tipo de dermatite atópica é muito comum, é a segunda em ocorrência, apenas atrás das dermatites alérgicas por picadas, e afeta cerca de 10% dos cães. Em gatos, é um pouco menos comum.

A atopia em cães começa a se manifestar geralmente entre 1 e 3 anos de idade. Por ser uma doença de fundo genético, existem algumas raças que manifestam mais esse tipo de dermatite. As raças mais suscetíveis incluem:
Golden Retrievers
Labrador
Lhasa Apso
Wire Fox Terrier
Dálmatas
Poodles
Setters Inglês e Irlandês
Boxers
Buldogue Inglês
Pitt Bull
Bull Terrier
Buldogue Francês

Outras raças também apresentam uma suscetibilidade maior à atopia, e mesmo raças mistas podem sofrer dessa dermatite.
A atopia, que pode ser causada por algo que foi aspirado, pode ser sazonal, mas isso não significa que não mereça tratamento. 

Tratamento da dermatite em animais

Costuma ser feito a longo prazo e com o uso de medicações e banhos.
A dermatite atópica nunca será curada, a não ser que se opte por uma imunoterapia e ela seja bem sucedida. É possível eliminar o fator alergênico, e isso fará com que o petnunca mais manifeste a dermatite, mas caso entre em contato com este alérgeno novamente, as chances são de que tudo volte a acontecer; ou mesmo outro alérgeno passe a ser importante na doença.

É crucial conversar com o médico veterinário para decidir a melhor linha de tratamento. Há quem prefira a homeopatia, os que preferem aumentar a ingestão de ômega 3, e os que são adeptos de medicamentos para alergia. Por isso, é necessário conversar com um profissional e nunca medicar seu pet por conta própria.

O melhor tratamento é evitar substâncias que possam causar a dermatite, entre elas:
Poeira
Ácaros
Sujeira
Pólens 
Fungos

Como muitas vezes é impossível eliminar o alérgeno causador da dermatite, talvez seja recomendado um tratamento tópico, como o uso de xampus para evitar que o bichinho se coce e piore as feridas. A terapia tópica oferece alívio imediato, mas a curto prazo. Os banhos devem ser frequentes, depende do grau de acometimento da pele. O uso desses xampus especiais deve ser combinado com outros hipoalergênicos. Além de tomar banho, é útil lavar as patas do cão depois que ele vier de fora, quando chegar de um passeio. Isso irá remover quaisquer alérgenos de suas patinhas.

Xampus são mais práticos no tratamento de prurido localizado, e como esses produtos não são muito absorvidos pela circulação sanguínea, quando usados com moderação não criam efeitos colaterais a longo prazo. Pomadas e outras loções também podem ser receitadas pelo médico veterinário, e tratam de forma localizada. É importante distrair o pet para que ele não lamba a pomada recém-aplicada ou utilizar colar protetor.

Além dos tratamentos tópicos e via oral, há também a imunoterapia, para ser usada em casos críticos e com acompanhamento do médico veterinário. A imunoterapia é um dos principais tratamentos para a atopia canina. É indicada para casos em que é impossível evitar o alérgeno causador e os sinais clínicos estão presentes por mais de 4 a 6 meses. Só deve ser indicada caso outros tratamentos não tenham sido efetivos.

A imunoterapia consiste em dessenibilizar o animal de possíveis alérgenos, costuma ter uma taxa de sucesso de 80% e o tratamento é demorado, além de ser crucial um dono dedicado. Esse tratamento é uma excelente escolha em casos graves de atopia, especialmente em cães jovens. Se você tem um animal de estimação atópico que não está respondendo ao tratamento convencional, é bom considerar essa opção de tratamento. Converse com seu médico veterinário.
Um bichinho sem coceiras

Se seu peludo começar apresentar qualquer sinal de dermatites, não importa de qual tipo, é bom levá-lo ao médico veterinário. Depois de diagnosticada a dermatite, deve-se fazer uma investigação das possíveis causas, e então começar o tratamento.

Fonte: www.bolsademulher.com, e Agenda Pet

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